O “bam-bam-bam” do pedaço

Quem nunca assistiu a filmes e seriados americanos onde no meio da turma da escola ou do bairro existe sempre aquele garoto que se destaca por seu modo de se vestir, de andar, de se portar e de viver a vida?
Ele é legal, é descontraído e geralmente é o foco das atenções por onde quer que passe. Ele é o “bam-bam-bam” do pedaço.
Mas geralmente, apesar de toda sua fama, o personagem principal do seriado é aquele que mesmo tendo todas as características do bam-bam-bam, enxerga as coisas de um panorama um pouco diferente. Vê as coisas com mais objetividade, dá atenção em ocasiões necessárias, propõe soluções e por aí vai. Esse é o “cara legal” que tem seu brilho ofuscado pelo bam-bam-bam.

Podemos facilmente exemplificar esta típica cena em diversas situações do cotidiano.
Nem sempre o carro mais divulgado na mídia é o melhor em performance, da mesma maneira que nem sempre o melhor notebook é aquele que aparece em anúncios de sites famosos. Isso depende muito da perspectiviva de visão que oconsumidor terá a respeito daquele produto.

Os smartphones, por exemplo, é um nincho de mercado que está em constante evolução e numa guerra gigantesca entre os titãs do mercado.
Enquanto que para nós, usuários e simples consumidores de tecnologia inovadora, os pequenos celulares inteligentes são apenas aditivos em nossa linha de produtos tecnológicos, para os fabricantes e desenvolvedores eles são o diferencial entre o sucesso e o fracasso.
A popularidade de um produto é tudo. Ele pode não atender a todas as necessidades, pode não ter todas as funções que o concorrente tem e pode até não ser tão atrativo no preço, mas se ele tem nome, isso já basta.

Podemos, sem sombra de dúvidas, dizer que no momento, o “bam-bam-bam” do pedaço é o iPhone, da Apple, que apesar de não ser o líder do mercado – perdendo apenas para concorrentes os clássicos como o Symbian – é aquele de quem todos falam e querem ter acesso.
Uma mídia muito bem elaborada na fase de pré-lançamento foi a grande responsável pelo sucesso que o sistema é hoje.
Sites, jornais, revistas e blogs comentavam a respeito do que seria essa evolução do sistema operacional móvel da Apple. O resultado disso foi o estouro em vendas no primeiro dia em que o aparelho chegou nas prateleiras do mercado exterior.

No encalço do iPhone, vem o Android, do Google, que visa um mercado mais voltado para o lado executivo (semelhante ao Windows Mobile e Symbian) enquanto o iPhone visa basicamente o mercado jovem – com exceções, claro.

Novas tecnologias são implantadas em cada upgrade dos sistemas; até nos questionamos como é possível ter tantas funções num aparelho que cabe na palma da mão. Mas este é justamente um dos motivos que fazem os smarts tão especiais e atrativos.

Enfim, apesar de não estarmos falando de seriados americanos, eis aí um bom comparativo para o que o mercado móvel está representando: uma disputa de valores éticos, morais, status, glamour e popularidade.
Dentre estas características, vale sempre ressaltar que ser o “bam-bam-bam” não significa ser o principal, e sim, ser um dos temas do momento até descobrir-se que na verdade ele não deixa de ser mais um ser humano comum envolto numa nuvem de popularidade instável.

Abraços e até a próxima.



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