O sonho de muitas pessoas nos dias de hoje é acompanharem a evolução da tecnologia, tendo sempre um computador de última geração, um celular mais moderno, estar antenado com as novidades que surgem na área.
Infelizmente nem tudo é tão simples como queremos, e andar lado-a-lado com a tecnologia requer investimentos que não são nem um pouco baixos.
Ainda assim, podemos dizer que hoje é mais fácil ter-se um notebook se comparado há 3 anos atrás. Da mesma maneira que é mais simples ter-se um computador de última geração pela metade do preço que pagaríamos a meia década passada.
Quando surgiram os primeiros celulares no Brasil, os famosos “tijolões” – como passaram a ser carinhosamente chamados a partir da chegada da era dos mini-celulares – os custos eram exorbitantes. Altos o suficiente para poucos terem um aparelho celular. Entretanto, com a popularização deste novo – na época – meio de comunicação, os custos foram baixando gradativamente. Hoje em dia, encontramos ofertas de aparelhos (simples, claro) na faixa de R$ 99,00 e alguns com mais recursos na faixa de R$ 400,00 a R$ 700,00.
Já no tocante aos smartphones, a história parece estar se repetindo: preços altos e tendência de reduzirem.
A mobilidade ainda está em crescimento e os smartphones ainda são novidade – apesar do tempo que já estão no mercado e apesar também de serem apenas uma versão mais eficiente dos PDA’s.
Acredito que os altos custos dos aparelhos são uma resposta ao fato da pouco popularização dos mesmos. Aumentando a popularização, aumenta-se a lei da oferta e da procura, o que aumenta a concorrência e os custos tendem a cair.
Outro fator que contribui para um alto custo dos aparelhos é o sistema operacional instalado.
Sistemas como Windows Mobile cobram uma média de U$8.00 a U$15.00 por telefone no qual é instalado. Sendo assim, estes custos são repassados aos usuários – o que hoje, simbolizaria uma média de R$ 30,00 a mais no custo de um aparelho.
Pacotes de aplicativos também encarecem o produto.
Muitos aplicativos que vêm com o smartphone, são de desenvolvedores que ganham sobre cada instalação, ou seja, mais custos para o seu aparelho.
Vale considerar que as fabricantes dos smartphones que conhecemos na atualidade são estrangeiras. Noutras palavras: fabricação de fora vem baseada em dólar. Isso já duplica o custo do aparelho.
Por último, os custos para se manter um aparelho. Este é o fator que mais afasta novos usuários.
Se você quiser ter um serviço de dados de qualidade, para poder navegar na Internet e utilizar todos os recursos que um smartphone tem a oferecer, gastará uma média de R$ 100,00 a R$ 200,00 por mês. Em questão de 6 meses você terá gastado praticamente o custo de um novo smartphone.
As operadoras nacionais infelizmente não chegam a um denominador comum para redução de custos.
Empresas na Índia cobram uma média de U$5.00 por mês em seus planos de dados, como mencionado neste artigo. Convertido em “reais”, você gastaria menos de R$ 10,00 mensalmente para desfrutar de todos os recursos de navegação, mobilidade e transferência de dados de seu smartphone.
Em resumo, os altos custos dos smartphones se dão a quatro fatores basicamente: Pouca popularização, licença do sistema operacional, fabricação no exterior, aplicativos instalados e planos de dados das operadoras.
Quem sabe dentro de algum tempo possamos desfrutar de aparelhos com custos mais acessíveis, para só então colocarmos em prática a mobilidade no Brasil, como já acontece em diversos países de primeiro mundo.
Abraços e até a próxima.

