Entre os séculos 14 e 15 a Inglaterra e a França travaram uma guerra que ficou conhecida como “A Guerra dos Cem Anos” onde destacaram-se figuras como a de Joana D’Arc.
Talvez, uma das maiores guerras da época medieval tenha sido esta, motivo pelo qual se destaca até os dias de hoje quando o assunto é história mundial.
Duas nações, dois pensamentos, dois objetivos e o travamento de uma batalha de titãs onde um alvo é alcançado por uma das partes enquanto a outra tende a recuar.
Os tempos mudaram. O ser humano evoluiu – salvo a 2ª Guerra Mundial -; a maneira de se encarar a realidade mudou e hoje travam-se guerras menos trágicas e com focos diferentes; antes, lutava-se por conquista de terras, nações e povos; hoje luta-se por conquista de público, mercado e seguidores.
Assim é a guerrilha atual entre grandes empresas.
Luta Microsoft contra Apple, que tenta barrar o Google, que por sua vez não está nem aí para a “guerra” e se preocupa mais em seu próprio crescimento entre os consumidores de seus diversos produtos.
No mercado atual da mobilidade, uma guerra fria está em andamento e os grandes titãs batalham com armamento pesado para ver quem prevalece.
Empresas como a RIM, detentora do Sistema Operacional Móvel Symbian esteve no trono durante anos com seus fiéis súditos e seguidores – ou denfesores seria uma palavra mais adequada.
Surge então um concorrente em potencial com uma empresa de peso apoiando de back-end. O Windows Mobile com recursos e visual semelhante aos habituais PC’s conquistam um público específico e forma sua própria legião.
Quando tudo parecia estar bem, vem a Apple com algo inovador e totalmente além daquilo que os usuários estavam acostumados.
O iPhone se destaca e cresce grandemente. Não derruba o REI Symbian mas torna-se um incômodo para os concorrentes.
Por seus recursos e visual diferenciados, o iPhone abocanha uma boa parcela do mercado e começa a causar mudanças no modo que o usuário enxergava a mobilidade.
Estar com um “computador de mão” não bastava. Era necessário estar com um aparelho que fizesse “tudo” e um pouco mais; que fosse simples de utilizar e que acoplasse tudo isso num visual inovador.
A Apple conquistou seu espaço.
Pouco tempo depois, o Gigante das buscas decidiu expandir seu leque de atuação e entrar no mundo dos smartphones.
Andando a passos tímidos porém largos, o Sistema Operacional Android, do Google veio conquistando corações por onde passava. Em menos de 1 ano já lançava sua segunda versão.
Com recursos semelhantes ao do iPhone acrescidos de particularidades próprias, o Android conquistou um público distinto dos demais. Desenvolvedores, analistas de sistema, designers, programadores viam-se praticamente na necessidade de ter seu próprio Android.
Ter um smartphone era uma coisa. Ter um Android era outra.
Mas o público do Sistema não limitava-se somente ás categorias descritas anteriormente. Empresários, usuários domésticos e estudantes também tornaram-se fãs do Sistema que tinha como fonte de apoio o grandioso Google.
Hoje em dia, os Sistemas Operacionais para Smartphones mais populares travam esta batalha pela conquista de mais e mais usuários.
Lançam inovações, designs arrojados, recursos extras e tecnologia de ponta acoplada.
Felizmente, ao contrário das históricas guerras medievais, essa “guerra comercial” só gera benefícios a todos.
Empresas crescem, contratam, expandem e oferecem aos usuários sempre algo a mais.
Existe, claro, um custo por isso – justo – podemos dizer que ao menos nesta guerra de titãs, todos vencem, principalmente o consumidor, que sem perceber é o elemento que rege a batalha e torna-se o objeto de desejo dos reis tecnológicos.
Nós comandamos esta guerra.
Abraços e até a próxima.