Indústria de celulares quer copiar o êxito da Apple com a sua AppStore para o iPhone
-->
Para baixar conteúdos para o iPhone, a Apple tem o AppStore. Apesar de a concorrência (Google Phone, Blackberry e Nokia) estar a caminhar nesta mesma direção – disponibilizar conteúdos pagos e gratuitos em lojas online próprias – até ao momento há apenas um vencedor: a AppStore, que abriu há nove meses e que, nesse tempo, conseguiu que os donos dos 37 milhões de iPhones e iPod existentes tenham ido buscar uma média de 27 aplicações cada um.
O Bump, um programa gratuito para passar informação de um iPhone para outro, transformou-se na semana passada no “download” mil milhões, de entre o universo das 35 mil aplicações que a AppStore tem à disposição dos internautas. Jogos clássicos como o Tetris, aplicações para aprender a tocar uma ocarina ou ver os movimentos sísmicos de uma localidade em tempo real são alguns dos conteúdos que mais êxito têm na loja da Apple.
Mil milhões de downloads para um mercado actual de 37 milhões de aparelhos (21 milhões de iPhone e 16 milhões de iPod tácteis) significa que, nos últimos nove meses, houve uma média de 27 downloads por aparelho, a maioria de aplicações gratuitas, e as restantes com um preço médio de um euro, indica o “El País”.
Os lucros obtidos com estes “downloads” são repartidos em 70-30, para a empresa que desenvolve a aplicação e para a loja, respectivamente. Tendo isto em conta, e sabendo que a maioria das aplicações descarregadas são gratuitas, é fácil perceber que a Apple faz pouco dinheiro com a sua loja (apenas lucrou 165 milhões de dólares no último trimestre, uma pequena “gota” no “oceano” de 8.200 milhões de dólares que a marca faturou no mesmo período). Mas o que aqui está em causa não são os lucros: é a fidelização da marca; a ligação do produto ao sistema operativo (iPhone OS 3.0) e deste à loja AppStore, que por sua vez é o laço que une os iPhone.
É precisamente esta fidelização do produto aos sistemas operativos e, conseqüentemente, às lojas, que está a tentar fazer a concorrência, incluindo a Google com o Android, a Blackberry com o Research In Motion (RIM) e, com menos sucesso, a Nokia, com o Symbiam. Todos querem a sua própria loja na Internet, mais barata, sempre aberta e acessível a partir de um computador ou de um telemóvel 3G, indica o “El País”.
Até ao momento, a loja da Android, o sistema operativo aberto da Google, não pode ainda competir com a da Apple em número de aplicações disponibilizadas (a Bíblia é, até agora, a aplicação mais baixada), mas a cada mês que passa os fabricantes lançam telefones com os seus sistemas operativos próprios, pelo que se antevê uma dura competição. A loja da Blackberry, com apenas um mês de vida, está ainda a dar os primeiros passos na área, sendo ainda cedo para tirar conclusões.
No mercado dos “smartphones”, os sistemas Android e iPhone OS 3.0 vão ganhando terreno à custa dos sistemas operativos da concorrência: o Symbian (Nokia) e os Windows Mobile (várias marcas). O Android cresceu 47 por cento desde a saída do telemóvel G1, que conquistou já seis por cento do mercado nos EUA e é o quarto “smartphone” mais popular para aceder à Internet, a seguir ao iPhone e aos modelos Curve e Pearl da Blackberry.
Fonte: Público
- Apple vai lançar versão mais barata do Iphone
- Android ganha apoio da indústria de celulares
- Apple pode lançar dois modelos do iPhone em junho
- TMN lança seu primeiro Smartphone e loja de aplicativos
- Microsoft vai lançar smartphone para competir com Apple
Related posts brought to you by Yet Another Related Posts Plugin.
Universo Wap
